À espera do líder do MLST estavam alguns amigos, familiares e o
ex-presidente da Infraero, deputado Carlos Wilson (PT). "Bruno é meu
amigo de 30 anos e não é porque ele enfrenta dificuldades que vou negar
minha amizade", disse Wilson.
A mãe de Maranhão, Gisela, 87 anos, foi até o aeroporto em
cadeira de rodas. Ao saber que seu nome foi cortado da lista do
palanque, ele pareceu conformado e garantiu que não será empecilho para
o principal objetivo do momento, que é reeleger o presidente. "Tenho
pique e sei agitar politicamente, mas preciso saber se vou ajudar ou
não", comentou. "Se minha presença pode prejudicar, não irei lá, sem
nenhuma mágoa", avisou, acrescentando: "A direita jamais me utilizará
para avançar contra os companheiros."
Bruno destacou que o ex-ministro da Saúde e candidato ao governo
de Pernambuco, Humberto Costa (PT), é seu "companheirão" e seu
candidato. "Juntos fundamos o PT, ele conhece minha ética e capacidade
política", disse. E, no esforço estratégico da campanha do presidente
Lula de unir os aliados, ele elogiou Eduardo Campos (PSB), que também
disputa o governo estadual. E teve o cuidado de não atacar os
candidatos "de esquerda" que participam da disputa presidencial no
primeiro turno (Heloísa Helena, do PSOL, e Cristovam Buarque, do PDT) -
pois, no segundo turno, poderão estar juntos. Já o tucano Geraldo
Alckmin é, para ele, "representante do que há de atraso no País" e
"responsável pela maior crise do sistema penitenciário e pela
bandidagem em São Paulo".
Ao lado da mulher, Suzana, feliz pelo aniversário da filha,
Alexandra, e divertindo-se com a neta, que batia palmas e ria o tempo
todo, Maranhão afirmou que continua sendo dirigente do PT e que vai
"desmontar a farsa criada pelos golpistas da direita" para incriminá-lo
pelo ato de vandalismo no Congresso. "Não estou isolado no meu partido,
não estou isolado na sociedade", garantiu.
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