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Respaldados pela pesquisas Datafolha, que indica 20 pontos de vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com relação ao candidato Geraldo Alckmin (PSDB) - os aliados do presidente minimizaram hoje as iniciativas da oposição para forçar a conclusão das investigações sobre o dossiê anti-tucano antes do segundo turno.
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PT veta presença de líder do MLST no palanque de Lula E-mail
Por Editor Chefe   
21 de julho de 2006
No primeiro comício pela reeleição do presidente Lula, marcado para amanhã no bairro Brasília Teimosa, o PT vetou a presença, no palanque, do líder do Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST), Bruno Maranhão, que comandou a invasão da Câmara no dia 6 de junho. A decisão tornou-se pública ontem, quando Maranhão desembarcou no Aeroporto Internacional dos Guararapes, no Recife, depois de passar 38 dias preso em Brasília.

Agência Estado

À espera do líder do MLST estavam alguns amigos, familiares e o ex-presidente da Infraero, deputado Carlos Wilson (PT). "Bruno é meu amigo de 30 anos e não é porque ele enfrenta dificuldades que vou negar minha amizade", disse Wilson.

 

A mãe de Maranhão, Gisela, 87 anos, foi até o aeroporto em cadeira de rodas. Ao saber que seu nome foi cortado da lista do palanque, ele pareceu conformado e garantiu que não será empecilho para o principal objetivo do momento, que é reeleger o presidente. "Tenho pique e sei agitar politicamente, mas preciso saber se vou ajudar ou não", comentou. "Se minha presença pode prejudicar, não irei lá, sem nenhuma mágoa", avisou, acrescentando: "A direita jamais me utilizará para avançar contra os companheiros."

 

Bruno destacou que o ex-ministro da Saúde e candidato ao governo de Pernambuco, Humberto Costa (PT), é seu "companheirão" e seu candidato. "Juntos fundamos o PT, ele conhece minha ética e capacidade política", disse. E, no esforço estratégico da campanha do presidente Lula de unir os aliados, ele elogiou Eduardo Campos (PSB), que também disputa o governo estadual. E teve o cuidado de não atacar os candidatos "de esquerda" que participam da disputa presidencial no primeiro turno (Heloísa Helena, do PSOL, e Cristovam Buarque, do PDT) - pois, no segundo turno, poderão estar juntos. Já o tucano Geraldo Alckmin é, para ele, "representante do que há de atraso no País" e "responsável pela maior crise do sistema penitenciário e pela bandidagem em São Paulo".

 

Ao lado da mulher, Suzana, feliz pelo aniversário da filha, Alexandra, e divertindo-se com a neta, que batia palmas e ria o tempo todo, Maranhão afirmou que continua sendo dirigente do PT e que vai "desmontar a farsa criada pelos golpistas da direita" para incriminá-lo pelo ato de vandalismo no Congresso. "Não estou isolado no meu partido, não estou isolado na sociedade", garantiu.

link da matéria: http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/eleicoes2006/2458001-2458500/2458223/2458223_1.xml 

 

 
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