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A ampliação da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
pesquisas de intenção de voto divulgadas nesta semana em relação ao
candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, provocou críticas
entre os próprios integrantes do conselho político de campanha tucana.
Para o presidente nacional do PSDB, Tasso Jereissati, o problema está
na falta de diálogo entre o núcleo de campanha de São Paulo e de
Brasília.
Para tentar reverter a situação, a nova estratégia de Alckmin será o
lançamento de um "pacote anticorrupção". O candidato também deve elevar
o tom das críticas contra a corrupção no governo e se mostrar como um
defensor da ética nas eleições.
Lula teve a vantagem ampliada em relação ao tucano nas pesquisas
eleitorais divulgadas nesta semana, a cinco dias do início da
propaganda eleitoral em rádio e TV e a 52 dias das eleições. No
levantamento feito pela CNT/Sensus, Lula aumentou de 16,9 pontos
percentuais (em julho) para 28,2 pontos percentuais a diferença sobre o
tucano. Na Datafolha, Lula ampliou a diferença de 16 para 23 pontos
percentuais em três semanas.
A justificativa dada pelo presidente do PSDB é em relação para
a queda nas pesquisas é de que falta diálogo entre o "núcleo de São
Paulo e de Brasília". Irritado com a exploração ineficiente do horário
oferecido pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, Jereissati, se queixou especificamente do coordenador de comunicação da campanha, jornalista Luiz Gonzalez.
O mesmo ponto de vista é compartilhado pelo o presidente do partido
aliado ao PSDB na campanha, o PPS, Roberto Freire. "Há dois grandes
centros na campanha: um político, em Brasília, e o de comunicação e
propaganda, em São Paulo. Hoje não há comunicação. É preciso
interagir", resumiu, de acordo com a Folha de S.Paulo.
Enquanto Tasso reforça a importância da comunicação entre os núcleos da
campanha, a ala paulista reage e queixa-se da insistência de Tasso para
que Alckmin concentre sua agenda no Nordeste. Segundo tucanos
paulistas, Alckmin tem desperdiçado seu tempo em viagens com poucos
dividendos eleitorais. "A agenda tem que priorizar o interesse
nacional. Não se pode subordinar a campanha a interesses locais", disse
Freire.
Pacote anticorrupção
Ontem, o comando da campanha de Alckmin decidiu anunciar o lançamento
de um "pacote anticorrupção" para tentar minimizar os efeitos negativos
da queda do tucano nas pesquisas. A coordenação avaliou que a melhor
saída para tentar neutralizar a queda seria um novo tema. Por sugestão
do PFL, o tema escolhido foi o combate à corrupção.
Alckmin afirmou que o "pacote anticorrupção" não vai apenas consertar o
que aconteceu, mas sim evitar que aconteça novamente. "Não há casos
isolados, ela perpassa vários ministérios. Temos de mudar a legislação
e evitar desperdício", completou. Ele não quis detalhar o que irá
propor. A previsão é formatá-lo até sexta.
Após a reunião em Brasília, Alckmin seguiu para São Paulo para
gravar seu primeiro programa de TV, que vai ao ar na terça-feira. Sobre
a pesquisa, ele limitou-se a dizer que "a campanha ainda não começou".
Integrantes do conselho político não esconderam o temor de que o
desempenho negativo amplie a falta de apoio regional ao tucano.
FHC: jogo não está decidido
O ex-presidente da República
Fernando Henrique Cardoso aposta que o horário eleitoral gratuito
aumentará o fôlego da candidatura tucana de Geraldo Alckmin e levará as
eleições ao segundo turno: "Lula é favorito, mas o jogo não está
decidido", disse em entrevista ao jornal argentino La Nación.
Na análise do próprio jornal, FHC fez uma defesa "com mais cautela que
entusiasmo" do candidato de seu partido. Limitou-se a dizer que é
provável segundo turno e a enumerar Estados onde Alckmin pode vencer o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno.
Redação Terra
link da matéria: http://noticias.terra.com.br/eleicoes2006/interna/0,,OI1093012-EI6652,00.html
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