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Ultrapassar a cláusula de barreira tornou-se o principal objetivo de dez partidos que possuem representação no Congresso Nacional, mas não teriam existência formal se a lei já valesse na última eleição. De acordo com as novas regras, as legendas que não obtiverem  5% do total de votos apurados para deputado federal no país e 2% em pelo menos nove estados não poderão eleger líderes, participar da composição das mesas e indicar membros para comissões tanto na Câmara dos Deputados quanto nas Assembléias Legislativas - independente do número de deputados eleitos. Também perderão direito aos recursos do fundo partidário e à propaganda eleitoral gratuita.
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PT identifica o maior perigo: a euforia E-mail
Por Editor Chefe   
24 de agosto de 2006
O maior desafio da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, a partir de agora, não é mais manter a distância que separa o presidente do maior perseguidor, o tucano Geraldo Alckmin. O maior desafio é conter a euforia. O risco do salto alto e a necessidade de combatê-lo constituem, no momento, a maior preocupação do PT.

Os novos números das pesquisas Ibope e Datafolha, reforçando a tendência que se mantém inalterada desde o início, criaram um indisfarçável clima de "quase já ganhou" dentro do PT.

Com todas as cautelas, recomendadas pela distância a ser percorrida até primeiro de outubro, setores do comando da campanha de Lula admitem que os novos números são uma "agradável surpresa". Estrategistas e marketeiros faziam seus cálculos antes da divulgação das duas pesquisas e esperavam que o quadro de estabilidade eleitoral se mantivesse.

Eles lembram que para ganhar, no primeiro ou no segundo turno, o que o presidente precisa é que essa endência se mantenha.

Como está na frente e com folgada vantagem, a palavra-chave é estabilidade. Só que as pesquisas foram além disso.

Lula cresceu em todos os ítens.

A intenção de voto subiu de 47 para 49 por cento.

O voto espontâneo atingiu o recorde de 37 por cento.

Seu programa na TV, com 46 por cento, é o de maior audiência.

Só caiu mesmo o que o PT sonhava que caísse: a taxa de rejeição do presidente, que recuou de 29 para 26 por cento. Mas a cereja do bolo, o resultado mais comemorado no coração da campanha, foi a avaliação positiva do governo, que atingiu o recorde histórico de 52 por cento. É quase o paraíso, confessa um analista com estrela vermelha na lapela.

Mas o paraíso ainda está distante, ele mesmo corrige.

"Por isso, toda cautela é pouca.

E nós não vamos permitir que a euforia nos derrote.

A tentação de achar que quase já ganhou é grande.

Mas ainda não é hora de comemorar". Se todas essas declarações e análises são feitas em off, oficialmente o comando da campanha de Lula está alertando todos os coordenadores para evitar três erros fundamentais: 1- confundir pesquisa com eleição; 2- pensar que a meta é sòmente eleger o presidente da República; 3- achar que os adversários jogaram a toalha. O PT admite que "a vantagem que Lula exibe é sólida".

Mas lembra que há ainda 37 dias de campanha no primeiro turno.

"Achar que a eleição está ganha, acreditar que a fatura será necessariamente liquidada no primeiro turno, pode desmobilizar a militância na reta final". O PT também reconhece, abertamente, que além de eleger o presidente é preciso criar as condições para um segundo mandato melhor que o primeiro.

Para isso, o partido quer eleger mais governadores, senadores e deputados que falem a sua lingua. O comando da campanha de Lula também não quer confundir as atuais dificuldades políticas dos adversários com "a falta de vontade e de meios para tentar causar danos à nossa campanha".

 

Carlos Conde
 link da matéria:http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/eleicoes2006/2499001-2499500/2499112/2499112_1.xml

 

 
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