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Reuters

O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, rebateu nesta quarta-feira argumento da oposição de que um segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o tucano Geraldo Alckmin já está garantido por conta do crescimento da senadora Heloísa Helena (PSOL) nas pesquisas de intenção de voto. A avaliação do ministro é de que a senadora, ao crescer 4 pontos percentuais na sondagem do Datafolha divulgada na noite passada, rouba votos de Alckmin, não de Lula.
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Artistas pedem que PSDB explore desvios do PT E-mail
Por Editor Chefe   
31 de agosto de 2006
Sob os gritos de "tem que falar! tem que falar!", os tucanos Geraldo Alckmin, José Serra e Fernando Henrique Cardoso ouviram ontem à noite de artistas e intelectuais, reunidos em São Paulo, a cobrança para que a campanha presidenciável do PSDB passe imediatamente a botar o dedo na ferida do PT e expor os casos de corrupção e desvios éticos do governo Lula.
"É inacreditável que votem ainda nesse partido. O PSDB demorou para reagir", disse o ator Fulvio Stefanini. "Acho que houve cerimônia em relação à postura do candidato de não bater. Infelizmente o jogo é esse." Ele afirmou que respeita os artistas que deram apoio a Lula em reunião no Rio, mas acredita que "estão sendo ingênuos".

 

"Os candidatos do PSDB precisam frisar a roubalheira que existiu e mostrar que há uma diferença ética entre nós", reforçou o maestro da Orquestra Sinfônica do Estado, John Neschling. Os cerca de 100 artistas e intelectuais presentes, incluindo Juca de Oliveira, Irene Ravache, Cacá Rosset, Toni Ventura, Patrícia Melo e Leôncio Martins Rodrigues, não ficaram sem resposta. De novo, o discurso mais duro foi do ex-presidente Fernando Henrique. "Não podemos deixar o País ser envenenado homeopaticamente pelas mentiras, as calúnias e a falta de vergonha", discursou, sob aplausos.

 

"Eles (o PT) perderam o respeito. Podem não ter perdido ainda a popularidade, que é coisa diferente, mas o respeito sim", disse FHC. "Caixa 2 é reprovável, mas é outra coisa. É dinheiro particular e não-declarado. Está errado. O mensalão é dinheiro público, saiu de bancos públicos e foi utilizado para corromper não uma pessoa, mas uma instituição, o que é mais grave", argumentou.

 

"Não cabe aos candidatos do PSDB assumirem posição mais forte de contestação", disse. "Mas cabe a nós, que somos cidadãos, dizer o que pensamos. E pensamos e que temos que mudar quem está no governo, porque eles estão arruinando o que há de mais precioso numa nação, que é o respeito. Não podemos deixar que essas questões desapareçam do sentimento nacional. Porque elas farão mal ao País amanhã."

 

Alckmin foi mais ameno ao discursar, mas reforçou o coro. "Não estou atacando ninguém. Estou fazendo o que todo brasileiro faz, que é combater a corrupção."

Agência Estado

link da matéria: http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/eleicoes2006/2506501-2507000/2506770/2506770_1.xml 

 
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