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O ex-presidente Fernando Collor de Mello registrou no final da tarde
de hoje sua candidatura ao Senado pelo PRTB, mas ainda não falou com a
imprensa.
A informação
foi confirmada pelo presidente do partido em Alagoas, o advogado Eraldo
Firmino, que abriu mão da sua candidatura ao Senado para ceder a vaga
ao ex-presidente. Segundo Firmino, desde o início do ano o
ex-presidente vinha recebendo convites de lideranças de vários partidos
para se candidatar ao Senado ou ao governo do Estado.
"O ex-presidente demorou para se decidir porque tinha alguns
projetos pessoais para concluir", afirmou Firmino, acrescentando que
Collor tinha pedido um tempo ao partido para se definir. "Ele não tinha
dito nem que seria candidato, nem que não seria. Isto alimentou a
esperança de todos os que o apóiam na expectativa da candidatura, que
desta vez é para valer", destacou Firmino. Segundo ele, o registro da
candidatura de Collor foi feito às 17h40 no Tribunal Regional Eleitoral
de Alagoas (TRE-AL).
Como primeiro suplente foi registrado o nome do empresário
Euclides Mello, primo de Collor e ex-deputado federal por São Paulo na
década de 90. A segunda suplente é a religiosa Ada Mello, também prima
de Collor, indiciada no desvio de recursos da extinta Legião Brasileira
de Assistência (LBA). Na época do escândalo, a presidente da LBA era
Rosane Collor, ex-esposa de Fernando Collor.
Para o presidente do PRTB de Alagoas, Eraldo Firmino, o fator
tempo é o principal obstáculo que o candidato do partido vai enfrentar
para conquistar os votos dos eleitores alagoanos. "Temos que nos virar
em um mês de campanha para percorrer todo o Estado e apresentar o nosso
candidato à população. É como se estivéssemos naquele quadro do
programa do Faustão, na TV Globo, o 'Se vira nos 30'", afirmou. Ele
acrescentou que, apesar da brincadeira, acredita no êxito da
candidatura de Collor ao Senado.
"Ele foi injustiçado e toda Alagoas sabe disso, por isso tem
tudo para conquistar o mandato que foi do pai dele, o saudoso senador
Arnon de Mello", completou Firmino, referindo-se ao pai de Collor, que
também governou Alagoas no final dos anos 50. Como senador Arnon ganhou
notoriedade nacional quando matou com um tiro acidental um senador do
Acre, no plenário do Senado. O alvo do tiro era seu inimigo político, o
senador alagoano Silvestre Péricles, que saiu ileso do atentado.
Agência Estado
link da matéria: http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/eleicoes2006/2506001-2506500/2506478/2506478_1.xml
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