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No Datafolha, petista tem 60% e Alckmin, 40%
O presidente Lula, candidato à reeleição, ampliou
vantagem sobre o tucano Geraldo Alckmin no segundo turno da disputa
presidencial. Levantamento feito pelo Datafolha mostra que o petista
subiu quatro pontos e chegou a 60% dos votos válidos, abrindo 20 pontos
de vantagem sobre Geraldo Alckmin (PSDB), que teve 40%, caindo quatro.
No levantamento anterior, do dia 10, o placar era 56% a 44% para o
petista. Nos votos totais de ontem - incluem brancos, nulos e indecisos
-, Lula subiu seis pontos, indo de 51% a 57%, e Alckmin oscilou dois
para baixo, dentro da margem de erro de dois pontos, de 40% a 38%.
Lula
se aproximou dos votos que teve no 2º turno em 2002, quando venceu José
Serra (PSDB) com 61,24% dos votos válidos, contra 38,73%. E atingiu
patamar semelhante a antes da revelação de que petistas estavam
envolvidos na negociação de dossiê contra o PSDB, duas semanas antes do
1º turno. No Datafolha anterior, ele tinha 55% dos votos totais, e
Alckmin, 38%. Hoje, tem 57%; o rival, 38%.
O presidente ainda
reverteu outra tendência apontada nas pesquisas, de agregar menos votos
que Alckmin. O tucano manteve o patamar do 1º turno (38%), enquanto
Lula, com 48,6% nas urnas, subiu.
Além do avanço na corrida
eleitoral, o presidente viu sua avaliação de governo melhorar
ligeiramente: a avaliação positiva (ótimo+bom) subiu de 49% para 51%,
enquanto a negativa (ruim+péssimo) caiu de 17% a 15%, na margem de
erro. O Datafolha ouviu 7.133 eleitores, em 348 municípios, nos dias 16
e 17.
Alckmin não quis comentar o resultado do Datafolha. “Acho
que tem pesquisa e pesquisa. Vamos aguardar um pouquinho. Pesquisa não
se comenta. Acho que as coisas estão caminhando bem”. Ele já havia
criticado institutos de pesquisa quando o último levantamento, que
apontava ampliação da vantagem de Lula, foi divulgado: “Como erraram,
né? Uma barbaridade! A campanha inteira ‘não terá segundo turno’. Você
pode escolher quem errou menos.”
Apesar das críticas, a pesquisa
diária interna do PSDB já apontava distanciamento de Lula na liderança.
Outro ponto problemático detectado nas sondagens, dizem integrantes do
partido, foi a associação de Alckmin à direita política, o que
afastaria simpatizantes da esquerda. A queda do tucano também colocou
em xeque a tática do 2º turno, de aumentar os ataques contra Lula,
focando denúncias de corrupção contra o governo, que ficou patente no
debate da Bandeirantes.
PSDB mantém ataques
Apesar dos
resultados, a estratégia foi mantida no horário eleitoral. Ontem,
coordenadores da campanha de Alckmin comemoraram a aprovação da quebra
do sigilo bancário de Freud Godoy, ex-assessor da presidência, e a
convocação, pela CPI das Sanguessugas, de outros sete petistas
envolvidos no caso do dossiê. Para eles, Alckmin terá agora novos fatos
para mostrar na propaganda , além de rebater o que classificam de
“terrorismo do PT”, que diz que o tucano privatizaria estatais e
acabaria com o Bolsa-Família.
Gleber Naime, um dos
coordenadores da campanha de Lula, avisa que não haverá mudança de
atitude. “Não inventamos nada. Estamos mostrando diferenças
programáticas entre o candidato Lula e Alckmin, que é privatista”.
JT
link da matéria: http://txt.jt.com.br/editorias/2006/10/18/pol-1.94.9.20061018.5.1.xml
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