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Os comitês dos dois presidenciáveis mais competitivos já definiram a estratégia que irão adotar na primeira fase da propaganda eletrônica. Lula quer consolidar os votos que, de acordo com as pesquisas, podem lhe dar a vitória no primeiro turno. Geraldo Alckmin vai mirar no eleitor indeciso para tentar levar a disputa para o segundo turno.
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'Se Lula for reeleito, governo acaba antes de começar', diz Alckmin E-mail
Por Editor Chefe   
18 de outubro de 2006
BRASÍLIA - Em sabatina na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Brasília, o candidato do PSDB a presidente, Geraldo Alckmin, previu nesta quarta-feira que um eventual segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à reeleição, seria fraco demais e que, na prática, acabaria antes mesmo de começar. À tarde, líderes de oposição vão à Ordem pedir que as investigações sobre o escândalo do dossiê sejam intensificadas.

- Já fui reeleito. Reeleição é um pouco mais do mesmo. Se ele (Lula) for reeleito, acaba antes de começar. Já começa (o mandato) discutindo 2010 - afirmou o tucano.

Como Lula não aceitou ao convite da OAB para participar de um debate com o candidato tucano, o presidente da instituição, Roberto Busato, iniciou a sabatina criticando a decisão do presidente.

- Estranhamos e lamentamos a decisão do presidente Lula, que no passado recorreu muitas vezes a esta instituição, que lhe deu guarida durante o regime militar. Ao recusar essa tribuna, o presidente está frustrando a expectativa da cidadania - disse Busato.

Na abertura, Alckmin fez um discurso sobre seus planos de governo. Em seguida, começou a responder a perguntas do presidente da Ordem e conselheiros federais da entidade. A primeira questão colocada foi sobre invasões dos movimentos sociais.

- Invasão não tem o menor sentido. Sou favorável à reforma agrária. Ela precisa ser feita. Diálogo sim, mas respeito à lei antes de tudo - respondeu Alckmin.

Ao chegar à Ordem, Alckmin elogiou a iniciativa da entidade em realizar a sabatina. O candidato foi recebido por Busato, por conselheiros federais e pelo governador eleito do Distrito Federal, José Roberto Arruda (PFL), que tenta transferir os votos que teve no DF para o candidato tucano a presidente.

- Esse é o debate com a própria sociedade brasileira. A OAB tem uma história de luta, uma história de defesa de princípios, de valores, de apreço pela democracia, compromisso com o povo, com os ideais do Brasil; portanto, debater aqui na OAB, com os advogados, é estar conversando com o povo brasileiro, é a sociedade conversando consigo própria - disse Alckmin.

A bancada de entrevistadores é formada pelos seguintes advogados: Jefferson Luis Kravchychyn, de Santa Catarina (representando a região Sul), Ulisses César de Sousa, do Maranhão (representando a região Nordeste), Manoel Bonfim Correia, do Tocantins (região Norte), Luiz Cláudio Silva Allemand, do Espírito Santo (região Sudeste) e Ussiel Tavares, do Mato Grosso (região Centro-Oeste). Os membros honorários vitalícios que participam do debate são Reginaldo Oscar de Castro e Rubens Approbato Machado.

Reuters

link da matéria: http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2006/mat/2006/10/18/286142638.asp 

 
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