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Dos 513 deputados federais da atual
legislatura, 433 tentaram se reeleger nas eleições de 1º de outubro.
Desses, 267 conseguiram, ou seja, 61,6%.
Brasília - Dos 513 deputados federais da atual
legislatura, 433 tentaram se reeleger nas eleições de 1º de outubro.
Desses, 267 conseguiram, ou seja, 61,6% do total de parlamentares da
Câmara dos Deputados. Os dados são do Departamento Intersindical de
Assessoria Parlamentar (Diap). Levantamento feito pela entidade revela
queda de pouco mais de 6% na quantidade de deputados que conseguiram se
reeleger, em relação à eleição de 2002.
Como o número de candidatos à reeleição foi maior, o índice de
renovação mudou pouco, crescendo de 45% para 48%. O analista político e
diretor de Documentação do Diap, Antônio Augusto de Queiroz, acha
compreensível a Câmara não sofrer uma grande alteração. Segundo ele, é
mais fácil reeleger-se do que obter o mandato de deputado pela primeira
vez.
Para Queiroz, um dos motivos dessa vantagem é a verba de gabinete dos
candidatos-parlamentares, que tem aumentado desde que foi criada, em
1998.
Além do salário de R$ 12,8 mil reais, um deputado dispõe de R$ 50,8 mil
mensais para gastos com pessoal, fora verba indenizatória de até R$ 15
mil (para gastos nos estados com escritório, locomoção etc.),
auxílio-moradia de R$ 3 mil, mais adicionais para gastos postais e de
telefonia (R$ 4,2 mil) e passagens aéreas (R$ 4,1 mil a R$ 16,5 mil,
dependendo do estado de origem). Há também uma verba anual de R$ 6 mil
para publicações, assistência médica e assinatura de quatro jornais e
uma revista.
Sem tantos recursos para atuação política, os deputados que tentam a
eleição também podem ter sido prejudicados pela novas regras de
campanha. Na avaliação do diretor do Diap, a utilização de outdoor
ajudava os "novatos”. “O candidato tem que explicar para o vizinho, o
parente, amigo porque quer ser deputado”, resssalta Queiroz.
Da Redação
link da matéria: http://www.portugaldigital.com.br/sis/noticia.kmf?noticia=5352921&canal=159&total=16411&indice=0
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