|
"A mentalidade da elite que governou este país
era uma mentalidade de colonizados. Todos eles tinham que pedir do
império", disse.
Brasília - Em comício em Campina Grande (PB),
segunda-feira (16), o candidato Luiz Inácio Lula da Silva
(PT/PCdoB/PRB) afirmou que seu projeto para o país deu início à
superação de uma condição "colonizada" dos governantes brasileiros
anteriores. "A mentalidade da elite que governou este país era uma
mentalidade de colonizados. Todos eles tinham que pedir do império",
disse, segundo informações da assessoria de campanha. "Nunca
consultaram o povo."
O candidato à reeleição voltou a afirmar que a candidatura de seu
adversário, Geraldo Alckmin (PSDB/PFL), está ligada a um projeto da
elite que realizou privatizações com o objetivo de pagar dívidas do
país. “Arrecadaram US$ 98 bilhões e deixaram o país quebrado”,disse.
Lula lembrou que, em seu governo, não houve privatizações e também foi
zerada a dívida do Brasil com o Fundo Monetário Internacional.
Lula voltou a afirmar que pretende priorizar “a população necessitada”
em um próximo mandato. “Não podemos continuar num país em que uma parte
é desenvolvida e a outra passa fome. E isso não é favor para os pobres,
é justiça. Nós não podemos ter dois brasis”, disse.
Lula defendeu mais atenção ao Nordeste e criticou o governo anterior,
do PSDB. “Eles nunca olharam para o Nordeste porque eles só olham para
os mais pobres em época de eleição”
Lula voltou a falar da importância da educação para o crescimento do
país e prometeu, caso reeleito, continuar com programas de expansão da
rede pública de ensino técnico e universitário, além de bolsas de
estudo. De Campina Grande, Lula seguiu para comícios em Mossoró (RN) e
Belém (PA). Hoje, ele tem atividades no Rio de Janeiro.
Alckmin diz que não se negará a debater segurança pública na campanha
O candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB/PFL) disse ontem que
não se negará a debater questões relativas à segurança pública na
campanha eleitoral. “Segurança é o meu tema”, disse. “Não sou omisso.
Não corto dinheiro da segurança”, complementou, explicando que, na
avaliação dele, o problema do país nessa área passa hoje pela
“fraqueza” da polícia de fronteira
Alckmin afirmou não temer falar sobre os ataques do Primeiro Comando da
Capital (PCC), ocorridos em São Paulo no primeiro semestre. “O PSDB pôs
na cadeia todos os membros do PCC. Não tem ninguém famoso aí que não
esteja preso”, disse, em São Paulo.
O tucano respondeu a afirmação feita domingo (15) pelo ministro das
Relações Institucionais, Tarso Genro, de que o PT deveria usar mais na
campanha o tema dos ataques do PCC. O tucano voltou a cobrar
explicações de seu adversário, Luiz Inácio Lula da Silva
(PT/PCdoB/PRB), sobre a origem do dinheiro preso em São Paulo, em
setembro, e que seria usado para pagar por um dossiê contra políticos
do PSDB.
Um repórter perguntou a Alckmin se o governo petista usa os programas
de assistência social, como o Bolsa Família, como moeda de troca. O
tucano afirmou que Lula faz uma campanha do “medo”, ao afirmar que, se
eleito, Alckmin vai acabar com o Bolsa Família. “A campanha inteira
deles é sobre o medo de que, olha, o adversário pode tirar o Bolsa
Família”, disse. “Primeiro, não vou tirar o Bolsa Família, que fomos
nós que fizemos o programa. Segundo, além do Bolsa Família, a minha
atenção especial, minha prioridade é o emprego.”
Da Redação
link da matéria: http://www.portugaldigital.com.br/sis/noticia.kmf?noticia=5351268&canal=159&total=16386&indice=0
|