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A ampla variedade de alianças nos 26 Estados e no Distrito Federal trazem curiosidades e incoerências para todos os partidos. É como se as agremiações políticas sofressem de distúrbio bipolar ideológico: num determinado local são contra os mensaleiros; cruzam a fronteira e já ficam a favor.

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Atual governo supera mentalidade "colonizada" de antecessores, afirma Lula E-mail
Por Editor Chefe   
18 de outubro de 2006
"A mentalidade da elite que governou este país era uma mentalidade de colonizados. Todos eles tinham que pedir do império", disse.

Brasília - Em comício em Campina Grande (PB), segunda-feira (16), o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT/PCdoB/PRB) afirmou que seu projeto para o país deu início à superação de uma condição "colonizada" dos governantes brasileiros anteriores. "A mentalidade da elite que governou este país era uma mentalidade de colonizados. Todos eles tinham que pedir do império", disse, segundo informações da assessoria de campanha. "Nunca consultaram o povo."

O candidato à reeleição voltou a afirmar que a candidatura de seu adversário, Geraldo Alckmin (PSDB/PFL), está ligada a um projeto da elite que realizou privatizações com o objetivo de pagar dívidas do país. “Arrecadaram US$ 98 bilhões e deixaram o país quebrado”,disse. Lula lembrou que, em seu governo, não houve privatizações e também foi zerada a dívida do Brasil com o Fundo Monetário Internacional.

Lula voltou a afirmar que pretende priorizar “a população necessitada” em um próximo mandato. “Não podemos continuar num país em que uma parte é desenvolvida e a outra passa fome. E isso não é favor para os pobres, é justiça. Nós não podemos ter dois brasis”, disse.

Lula defendeu mais atenção ao Nordeste e criticou o governo anterior, do PSDB. “Eles nunca olharam para o Nordeste porque eles só olham para os mais pobres em época de eleição”

Lula voltou a falar da importância da educação para o crescimento do país e prometeu, caso reeleito, continuar com programas de expansão da rede pública de ensino técnico e universitário, além de bolsas de estudo. De Campina Grande, Lula seguiu para comícios em Mossoró (RN) e Belém (PA). Hoje, ele tem atividades no Rio de Janeiro.

Alckmin diz que não se negará a debater segurança pública na campanha

O candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB/PFL) disse ontem que não se negará a debater questões relativas à segurança pública na campanha eleitoral. “Segurança é o meu tema”, disse. “Não sou omisso. Não corto dinheiro da segurança”, complementou, explicando que, na avaliação dele, o problema do país nessa área passa hoje pela “fraqueza” da polícia de fronteira

Alckmin afirmou não temer falar sobre os ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC), ocorridos em São Paulo no primeiro semestre. “O PSDB pôs na cadeia todos os membros do PCC. Não tem ninguém famoso aí que não esteja preso”, disse, em São Paulo.

O tucano respondeu a afirmação feita domingo (15) pelo ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, de que o PT deveria usar mais na campanha o tema dos ataques do PCC. O tucano voltou a cobrar explicações de seu adversário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT/PCdoB/PRB), sobre a origem do dinheiro preso em São Paulo, em setembro, e que seria usado para pagar por um dossiê contra políticos do PSDB.

Um repórter perguntou a Alckmin se o governo petista usa os programas de assistência social, como o Bolsa Família, como moeda de troca. O tucano afirmou que Lula faz uma campanha do “medo”, ao afirmar que, se eleito, Alckmin vai acabar com o Bolsa Família. “A campanha inteira deles é sobre o medo de que, olha, o adversário pode tirar o Bolsa Família”, disse. “Primeiro, não vou tirar o Bolsa Família, que fomos nós que fizemos o programa. Segundo, além do Bolsa Família, a minha atenção especial, minha prioridade é o emprego.”

Da Redação

link da matéria: http://www.portugaldigital.com.br/sis/noticia.kmf?noticia=5351268&canal=159&total=16386&indice=0 

 
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